Posted By WiFeed
Sua empresa se relaciona da melhor forma com startups?

Com quantas startups sua empresa se reuniu este ano? Vocês iniciaram algum projeto piloto com uma startup este ano? Alguma startup melhorou algum processo de sua empresa? Se você respondeu negativamente a estas questões, este texto vai auxiliar a fazer diferente em 2019!

Nos dias 29 e 30 de novembro ocorreu em São Paulo o mais importante evento latino americano para startups. O Case é um evento organizado pela Associação Brasileira de Startups e desde 2014 atrai diversas pessoas de empresas tradicionais, empresas de tecnologia, investidores, startups e de setores do governo.

Apesar do alto nível do evento e de seus palestrantes, como por exemplo, fundadores e diretores de empresas como Yellow, IFood, Salesforce, Sympla, Resultados Digitais e Playkids, o que mais chama atenção no Case, é o interesse de grandes empresas, muitas delas consolidadas há mais de uma década e líderes em seu mercado, em interagir e estarem muito próximas das startups que vem surgindo.

Por termos ouvido em quase todas as palestras, muitas com importantes nomes da indústria nacional, que este movimento de se conectar com as startups e criar um ciclo de inovação é necessário para as empresas que querem continuar obtendo bons resultados e liderando no mercado, mostraremos algumas práticas que devem ser adotadas para usufruir o que as startups tem de melhor e com isso possam gerar uma oportunidade de criação de um diferencial competitivo.

 

1. Estabelecer de forma clara o problema a ser resolvido, objetivos e motivações

 

Informar à startup, de uma forma clara e direta, qual é o problema a se resolver, quais são os objetivos que desejam alcançar e explicar as motivações para que iniciassem a parceria é o primeiro passo para uma experiência produtiva.

Desta forma, a startup entenderá rapidamente se o que oferece consegue atender às necessidades da corporação, assim como conseguirá modelar o seu produto para que o encaixe entre problema e solução seja o melhor possível.

 

2. Garantir que a cultura de ambas as partes estejam alinhadas

 

Já é comprovado que pessoas com culturas que se combinam, trabalham melhor e são mais eficientes em conjunto. Isso não difere quando o assunto é a parceria entre startups e grandes corporações.

Para se obter um bom resultado e executar um projeto produtivo para todos, ambas as partes devem verificar se sua cultura está alinhada com a cultura da outra, afinal, tanto startup quanto empresa deve confiar no papel exercido pela outra e aderir fortemente às suas obrigações com o projeto determinado.

As startups precisam de uma forte adesão da corporação para se aperfeiçoar e entregar resultados positivos.

 

3. Conectar a startup com as pessoas corretas

 

Em grandes corporações; com uma grande quantidade de colaboradores, um processo hierárquico e burocrático mais robusto; torna-se muito difícil e lento trabalhar a inovação.

Apesar disso, quando a empresa agiliza e facilita a conexão entre a startup e pessoa certa, que é geralmente um colaborador com o poder de tomada de decisão, este processo se torna mais ágil e produtivo.

Fornecer canais de comunicação fortes com o responsável pelo setor da empresa em que é do interesse da startup é um grande passo para a obtenção de um ótimo resultado.

 

4. Estabelecer um cronograma do projeto

 

A corporação e a startup devem, em conjunto, traçar um cronograma do projeto piloto a ser feito. Tudo deve ser pensado e planejado, desde o prazo de implementação do projeto, passando pela seleção das métricas que serão utilizadas para verificar o grau de sucesso do projeto e a captação dos dados e informações, até a mensuração dos resultados obtidos e os requisitos para que haja uma parceria pós projeto piloto.

 

Com isso, a empresa alinha as expectativas e faz com que a startup saiba as medidas que devem ser tomadas para que os resultados sejam alcançados. É a famosa história do “combinado não sai caro”.

tão, também podem de um modo menos incisivo, iniciar este processo de inovação através da participação de eventos focados em inovação, como também conversar com startups que vem desenhando novas soluções.

 

5. Criar processos especiais para a parceria com as startups

 

As grandes corporações devem aproveitar uma das melhores características das startups: a agilidade.

Para isso, é importante a reformulação de alguns processos ou a criação de processos especiais para que as startups consigam produzir mais e entregar o resultado esperado. Por exemplo, ao invés de solicitar às startups o preenchimento de documentos de segurança longos, compostos por centenas de perguntas, as empresas devem fornecer às startups um questionário simplificado e objetivo.

Outra situação recorrente é quando a solução de uma startup irá solucionar problemas de setores diferentes da organização. Ao invés de a startup ter que se adequar às diferentes especificações de cada setor, é válido que este processo seja unificado para todos os setores da empresa.

 

6. Disponibilizar dados do histórico e dos testes feitos

 

A maioria das startups precisam de alguns dados que a corporação possui para que possa obter insights sobre os clientes e como deve conduzir suas operações com mais eficiência.

Geralmente, com medo de que estas informações sejam vazadas, as grandes empresas ou não as disponibilizam ou fazem com que o processo para acessos a estas informações sejam demorados e complexos.

Para isso, é importante que a corporações tenham já traçados alguns cenários, disponibilizados as devidas métricas e dados às startups para que possam desempenhar seu papel deu uma forma mais ágil e precisa, fazendo com que tanto as corporações como as startups economizem tempo e recursos.

 

Por onde começar este processo de inovação?

 

As grandes corporações podem começar com uma processo de inovação e estar perto deste ecossistema de um modo mais incisivo através da implementação de um processo de inovação dentro da própria organização como também no investimento em soluções de interesse através de aceleradoras e incubadoras, ou en

O fato é que, de uma forma ou de outra, as possibilidades de conexão com o ambiente das novas tecnologias e das startups, hoje em dia, são muito grandes. Quem não investir em inovação e não estiver por dentro dos novos acontecimentos do setor em que atua, corre sério risco de num futuro próximo ficar para trás.

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